quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

RECIFE

Jairton Jurinich

Recife

Nos arcos de um casario
d'uma arquitetura sobrevivente
ou nos rastros rasbiscados de um bondinho
refletindo um outrora glorioso
como uma paisagem de painel a óleo
cenário pronto para um filme antigo
Zona do porto, orda de marujos
E as "Polacas" no teatro da vida
Eu ainda as vejo ...nas varandas/
nos carnavais de outrora
no Recife Antigo

Hoje céu nublado
vento fresco e salgado
o povo escuro num labor em frenesi
no comércio alucinado
Alto brado, Afogados/
camelôs em agonia e profusão, São José/
Boa Viagem, Candeias, Piedade...
Outras terras, outras gentes, gostei!

O verde do mar
A moldura deste quadro
Com certeza é a causa de tudo
do povo miscigenado
seminu e alvissareiro
da paisagem bela e da leveza do viver
do turista aleatório
avermelhado tolo
das velas, do peixe e..
do côco
Das piscinas azuis,
recortadas de corais...
das espumas nos arrecifes...
AH! RECIFE!!!!

Candeias/ Abril 1999/ Jairton

terça-feira, 30 de agosto de 2011

OLAVO BILAC




A velhice


O neto:
Vovó, por que não tem dentes?
Por que anda rezando só.
E treme, como os doentes
Quando têm febre, vovó?
Por que é branco o seu cabelo?
Por que se apóia a um bordão?
Vovó, porque, como o gelo,
É tão fria a sua mão?
Por que é tão triste o seu rosto?
Tão trêmula a sua voz?
Vovó, qual é seu desgosto?
Por que não ri como nós?

A Avó:
Meu neto, que és meu encanto,
Tu acabas de nascer...
E eu, tenho vivido tanto
Que estou farta de viver!
Os anos, que vão passando,
Vão nos matando sem dó:
Só tu consegues, falando,
Dar-me alegria, tu só!
O teu sorriso, criança,
Cai sobre os martírios meus,
Como um clarão de esperança,
Como uma benção de Deus!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

LINK - LIVRO POESITANDO



Charrua é o pseudônimo de Luis Eduardo Garcia Aguiar, nascido em Montevidéu, Uruguai , em 06.10.1952; hoje naturalizado brasileiro e morando em Pernambuco.
Dedica parte desta obra à cidade do Recife pela qual tem total apreço, embora vivendo na cidade de Paulista.







Dedico estas Poesias a todos aqueles que acreditaram e acreditam em mim; este é o resultado do meu trabalho.

Abraço para meus familiares e amigos, junto com o meu agradecimento.







O autor

CONTRASTES











Te vejo calma, pacata, tranqüila.
Te vejo triste, talvez deprimida,
Recife aldeia, por vezes metrópole,
Recife metrópole, às vezes aldeia.

Te vejo alegre, feliz, buliçosa,
agitada, um tanto violenta,
amarga, acre, cinzenta,
doce, de muitas facetas.

No entanto embalas,
no entanto acalentas.




Charrua (Livro Poesitando)

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

RIMAS - GUSTAVO ADOLFO BÉCQUER






No digáis que agotado su tesoro
de asuntos falta, enmudeció la lira;
podrá no haber poetas pero siempre,
Habrá poesía

Mientras las ondas de la luz al beso
palpiten encendidas,
mientras el sol las desgarradas nubes
de fuego y oro vista,
mientras el aire en su regazo lleve
perfumes y armonías,
mientras haya en el mundo primavera,
Habrá poesía



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FAMÍLIA




Meus Pais, meus Avós preciosos seres que perdi ...
Perdi ?
Perdi-os, fisicamente, mas deixaram sua herança de amor e formação ética e moral.
Os meus Sogros que, com a sua humildade e simplicidade, souberam criar os filhos, formando-os para a vida, para o mundo.
Família a base de tudo, valorizemo-la porque o mundo esvazia-se perdendo os mais importantes valores que são: o respeito para com o próximo e, sobretudo para com os idosos, os mais experientes e sábios.
Devemos descartar todo tipo de discriminação, racismo e preconceito, e valorizar a educação familiar e o respeito.



Viva a Família !




Charrua (Livro Poesitando)



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Contemplativo

Contemplativo ergues olhares
De um poema atual há existir,
São às asas da canção
sublimada aos concertos
palavras ressurgir.
Espelho divisor de universo
jardins de auras criativas,
Palco que dança há poética
Do livro pensador aos mares.
Fitando flores em ventania
O colorir de arte desfila,
Em corpo de letras há pena
A escreve alma no seu templo.

Valmir Viana.
Poeta
www.valmir-viana.blogspot.com



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Orvalho do Éden

Gotas de cristas percorre
há pedra e a terra, como
chuvas sobre os mares as
águas banha todo azul verdejante.

Noites e astros embalam
uma harmonia que dita,
pelo pensar, qual raízes
fixa o mundo numa casa.

Pinta um quadro o pássaro
com há canção dos deuses,
numa atmosfera livre
de campos aos versos liberdade.

Valmir Viana.


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AVENIDA FUTURO

Jairton Jurinich

> >> Dois olhos assustados, lindas amêndoas
> >> os cabelos lisos escorrem no ser pequenino
> >> descalça tiritante no canteiro da avenida
> >> se aproxima trôpega com seus grandes olhos
> >> no teatro do sinal encena a peça
> >> A equilibrista do meio fio
> >> mão espalmada só escuto TIO
> >> fecho o vidro com um sinal de não, aumento o volume
> >> a água retoma seu leito, da hoje Avenida Copacabana
> >> enfrento o seu rio
> >>
> >> Navego cuidadoso até o próximo sinal
> >> Outros meninos, outras mãos, mesmo olhar
> >> porque eles têm os olhos tão grandes
> >> e a menina, sete, oito, a me estender a mão
> >> retirante da seca ou herdeira dos viadutos
> >> Seis horas. Ave Maria. Paz no coração
> >> Chove no Recife enchendo os lares no mangue
> >> empurrando seus moradores para as calçadas e marquises
> >> um batalhão descalço engrossa as fileiras dos desesperados
> >> ultrapasso seus pedidos e os entulhos de plástico nas ruas
> >> deixo para trás o problema de outros infelizes
> >> lembro da menina e de seus olhos marejados
> >>
> >> Escurece rapidamente
> >> na curva avisto o espelho do mar
> >> os faróis não incomodam o seu adormecer
> >> a chuva fraca parece carícias na sua face salgada
> >> soberano permanece imune às aflições humanas
> >> bate com força nos arrecifes e estoura
> >> os sais que trazem lembranças da mãe africa
> >>
> >> Menina... Que cresça logo e a minha culpa será menor
> >> és tão pequena que quase passas despercebida
> >> amanhã abrirei o vidro para você
> >> só o sinal que deverá estar fechado para mim
> >> ou terá que ficar para outro dia este ato de amor
> >> afinal...você sobrevive desses gestos ao acaso
> >> e foi só por acaso que lhe avistei em meio a chuva
> >> Ora menina! Cresça... Terás mais chance em outras avenidas.
> >>
> >>
> >> Recife – Maio de 2002
> >> Jairton Jurinich
(Uma menina que pedia trocados num sinal em Recife PE)


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Livre Presa.


Não fosse essa agrura
Que se transforma em cárcere

Hoje iria fazer
Eu sei o quê

Mas a liberdade...
...Não é bem maior

Que mente que não mente
Pode até ficar dormente...

Ah... Não fosse a mente
Hoje meu corpo voaria

Presa
Livre

Lilia Nascente

quinta-feira, 10 de junho de 2010

MADRUGADA - Traduzido do português



Porque lloras madrugada
lágrimas de rocio triste?

Si la luna llena atrás de las nubes
todavia existe, y vendrá el sol naciente
para secar tu rostro frío.







ES PENTA! - Traduzido do português


Carnaval, colores,
no, no es la fiesta de Momo,
es la Copa de nuevo.
Un título a más, el Penta
danza, celebra Pueblo !






Charrua (Livro Poesitando)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

GRATIDÃO

Quando o dia amanhece
e o sol aparece,
agradeço a Deus com uma prece,
o aventurado dom que ele oferece.

A vida magnífica que
a manhã fornece,
com a divina dádiva
que me pertence.

O entusiasmo pleno de
gratidão, em mim floresce.





Charrua (Livro Poesitando)

JOAQUIM CARDOZO - SOBRE O RECIFE

SONETO SOMENTE


Nasci na várzea do Capibaribe
De terra escura, de macio turvo,
De luz dourada no horizonte curvo
E onde, a água doce, o massapé proíbe
Sua presença para mim se exibe
No seu ar sereno que inda hoje absorvo,
E nas noites com negridão de corvo,
Antes que ao porto do céu arribe
A lua assim só tenho essa planície...
Pois tudo quanto fiz foi superfície
De inúteis coisas vãs, humanamente.
De glórias e de alturas e de universos
Não tenho o que dizer nestes meus versos:-
Nessa várzea nasci, nasci somente.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

JOAQUIM CARDOZO - SOBRE O RECIFE

TARDE NO RECIFE


Tarde no Recife.

Da ponta Maurício o céu e a cidade.

Fachada verde do Café Máxime.

Cais do Abacaxi. Gameleiras.

Da torre do Telégrafo Ótico

A voz colorida das bandeiras anuncia

Que vapores entraram no horizonte.

Tanta gente apressada, tanta mulher bonita.

A tagarelice dos bondes e dos automóveis.

Um carreto gritando — alerta!Algazarra, Seis horas. Os sinos.

Recife romântico dos crepúsculos das pontes.

Dos longos crepúsculos que assistiram à passagem

[dos fidalgos holandeses.

Que assistem agora ao mar, inerte das ruas tumultuosas,

Que assistirão mais tarde à passagem de aviões para as costas

[do Pacífico.

Recife romântico dos crepúsculos das pontes.

E da beleza católica do rio.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

CARLOS PENA FILHO - SOBRE O RECIFE

O INÍCIO

“No ponto onde o mar se extingue (IV)

E as areias se levantam

Cavaram seus alicerces

Na surda sombra da terra

E levantaram seus muros

Do frio sono das pedras.

Depois armaram seus flancos:

Trinta bandeiras azuis plantadas no litoral.

Hoje, serena flutua, metade roubada ao mar,

Metade à imaginação,

Pois é do sonho dos homens

Que uma cidade se inventa.”


(Guia Prático da Cidade do Recife – O Início, 1999:129)

CARLOS PENA FILHO

O FIM

“Recife, cruel cidade,

águia sangrenta, leão.

Ingrata para os da terra,

boa para os que não são.

Amiga dos que a maltratam

inimiga dos que não,

este é o teu retrato feito

com tintas do teu verão

e desmaiadas lembranças

do tempo em que também eras

noiva da revolução.”


(Guia Prático da Cidade do Recife – O Fim, 1999:142-143)

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

CARLOS PENA FILHO

DESMANTELO AZUL


Então pintei de azul os meus sapatos
por não poder de azul pintar as ruas
depois vesti meus gestos insensatos
e colori as minhas mãos e as tuas
Para extinguir de nós o azul ausente
e aprisionar o azul nas coisas gratas
Enfim, nós derramamos simplesmente
azul sobre os vestidos e as gravatas
E afogados em nós nem nos lembramos
que no excesso que havia em nosso espaço
pudesse haver de azul também cansaço
E perdidos no azul nos contemplamos
e vimos que entre nascia um sul
vertiginosamente azul: azul.

MANUEL BANDEIRA

DESENCANTO

Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.-
Eu faço versos como quem morre.






O ÙLTIMO POEMA

Assim eu quereria o meu último poema.
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.

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Canto de Natal

Manuel Bandeira


O nosso menino

Nasceu em Belém.

Nasceu tão-somente

Para querer bem.


Nasceu sobre as palhas

O nosso menino.

Mas a mãe sabia

Que ele era divino.


Vem para sofrer

A morte na cruz,

O nosso menino.

Seu nome é Jesus.


Por nós ele aceita

O humano destino:

Louvemos a glória

De Jesus menino.


A poesia acima foi extraída da "Antologia Poética - Manuel Bandeira", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 2001, pág. 137.

Manuel Bandeira: sua vida e sua obra estão em "Biografias".

domingo, 3 de fevereiro de 2008

VINICIUS DE MORAES

" Eu poderia suportar, embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os meus amores,
mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos !
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida ...
mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro,
embora não declare e não os procure sempre ..."

CLARICE LISPECTOR



O SONHO


Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só tem uma chance
de fazer aquilo que quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificultades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades
que aparecem em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.


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"Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença"

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

DRUMMOND




" A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o
desperdício da vida está no
amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada
arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento, perdemos também a
felicidade "

DRUMMOND

Memória

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.


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" Sentimos saudades
de momentos de vida
e momentos de pessoas "


Carlos Drummond de Andrade

domingo, 9 de dezembro de 2007

MÁRIO QUINTANA

OS POEMAS


Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas , então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti ...

FERNANDO PESSOA

INICIAÇÃO

Não dormes sob os ciprestes,
Pois não há sono no mundo
........................................................
O corpo é a sombra das vestes
que encobrem teu ser profundo.

Vem a noite, que é a morte,
E a sombra acabou sem ser.
Vais na noite só recorte,
Igual a tí sem querer.

Mas na Estalagem do Assombro

Tiram-te os anjos a capa;
Segues sem capa no ombro,
Com o pouco que te tapa.

Então Arcanjos de Estrada
Despem-te e deixam-te nu.
Não tens vestes, nao tens nada :

Tens só teu corpo, que és tu.

Por fim, na funda caverna,
Os Deuses despem-te mais.
Teu corpo cessa, alma exerna,
Mas vês que são teus iguais.
.......................................................

A sombra das tuas vestes
Ficou entre nós na sorte.
Não estás morto, entre ciprestes.
.......................................................

Neófito, não há morte.

sábado, 6 de outubro de 2007

MÁRIO QUINTANA

DA PRÓPRIA OBRA
Exalça o remendão seu trabalho de esteta...
Mestre alfaiate gaba o seu corte ao freguês...
Por que motivo só não pode o Poeta
Elogiar o que fez ?

terça-feira, 18 de setembro de 2007

" Imagine all the people
living life in peace"



John Lennon



" Educai as crianças e não será preciso
punir os homens"



Pitágoras
João Cabral de Melo Neto ( Retrato de Percy Deane )




"...E não há melhor resposta

que o espetáculo da vida:

vê-la desfiar seu fio,

que também se chama vida,

ver a fábrica que ela mesma,

teimosamente, se fabrica,

vê-la brotar como há pouco

em nova vida explodida;

mesmo quando é assim pequena

a explosão, como a ocorrida;

mesmo quando é uma explosão

como a de há pouco, franzina;

mesmo quando é a explosão

de uma vida severina."


(Morte e Vida Severina)



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" Podéis aprender que o homem
é sempre a melhor medida,
mas : que a medida do homem
não é a morte mas a vida"


João Cabral de Melo Neto

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

"Siga sua felicidade,
e o universo vai abrir portas para você
onde só havia paredes "



JOSEPH CAMPBELL
1855 - 1950

segunda-feira, 30 de julho de 2007




"Não é o poeta que cria a poesia.
E sim, a poesia que condiciona o poeta."






Saber Viver

Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura...
Enquanto durar.




Cora Coralina.
Goiás / Brasil

_______________





" Uno no llega a ser quien es

por lo que escribe

sino por lo que lee "





Jorge Luis Borges
Buenos Aires / Argentina






Mi intimidad y mi silencio sean tuyos y sea conmigo el beneficio de tus ocasos.

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La tarde se había ahondado en ayeres. Los hombres compartieron un pasado ilusorio. Sólo faltó una cosa: la vereda de enfrente.


Jorge Luis Borges
Buenos Aires / Argentina

terça-feira, 17 de abril de 2007

LIVRO POESITANDO




Poesia contemporânea - Poesias descritivas , que falam sobre o Recife, praças, logradouros, paisagens,comportamento. Sentimentos pessoais ...







Charrua é pseudônimo de : Luis Eduardo Garcia Aguiar

LIVRO POESITANDO




ACLAMAÇÃO AO RECIFE


Recife tu me dás razões
para desta cidade gostar...
Tua música, tua gente,
teus ritmos, tua mistura,
teu folclore, teu carnaval de rua,
teu sol, teu mar.
Recife tu me dás razões
para desta cidade gostar...

Beberibe, Capibaribe,
Bacia do Pina, Beira-Mar,
Recife Antigo, Boa Vista,
Agamenon, Caxangá.
Teus coqueiros, teu clima,
tuas frutas, frutos do mar,
Casa Forte, Imbiribeira,
Espinheiro, Cruz Cabugá.
Recife tu me dás razões
para desta cidade gostar...

Teus folguedos juninos,
coco, ciranda, baião,
maracatú, cabloclinhos,
xaxado, frevo,xote, bumba-meu- boi,
Alceu Valença, Chico Science
Gilberto Freyre, forró, Gonzagão.
Recife tu me dás razões
que me despertam admiração...

Apipucos, Aurora,
Graças, do Sol, Fundão,
Água Fria, Guararapes,
Dantas Barreto, do Brum,
Campo Grande, Rosarinho,
Estelita, Malakoff.
Recife tu me dás razões
que despertam admiração...

Encruzilhada, Entroncamento,
Chora Menino, Derby, Bom Jesus,
Maciel Pinheiro, tuas pontes,
Pracinha do Diário, teus fortes,
Treze de Maio, Museu Brennand
Recife tu me dás razões
para desta cidade gostar!

Charrua (Livro Poesitando)